James (1907) institui as bases do pragmatismo ao apresentá-lo como uma filosofia que resolveria o dilema da Ciência.
Dilema que definiu como divergência entre os temperamentos humanos. De um lado os "cabeças duras"(tradução do autor), aqueles que baseiam-se no empirismo e acreditam em fatos; do outro encontramos os "cucas frescas" (tradução do autor)que se sustentam em conhecimento a priori que apelam para mente. Os primeiros são materialistas, pessimistas e ateus, enquanto os de "mente aberta" são idealistas, otimistas e religiosos.Assim o "Pragmatismo" desponta como uma Filosofia de mediação entre a epistemologia empirista e a moral e religião.
Apesar de sua grande contribuição William James afirma que não foi o primeiro a defender o pragmatismo, afirmando que seu amigo Peirce defendera muito antes, em 1878. Entretanto o termo pragmatismo foi cunhado e ganhou fama verdadeiramente depois que James publicou na comunidade de Filosofia. As ideias de ambos nasceram nas discussões do "Clube de Metafísica", em Havard, nos idos de 1870.
A Filosofia pragmática seria depois encorpada por outros pensadores, dos quais, destaca-se Dewey que descreveu o pragmatismo como uma exploração sistemática da lógica e da ética da pesquisa científica. Nessa filosofia esclarecer hipóteses é identificar suas consequências práticas, conforme a máxima de Pierce:
Considere quais os efeitos, e o que poderia concebivelmente ter consequências práticas,e teremos como conceber o objeto de nosso conceito. Então, nosso conceito desses efeitos é o todo de nosso conceito do objeto.(PEIRCE, 1992, p.132)
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